Victor Civita

Quem foi Victor Civita

Victor Civita (1907-1990)

Victor Civita (1907-1990)

“Um povo educado é um povo rico e um povo forte, pois sabe produzir e prosperar.”

Victor Civita foi um dos empresários mais bem sucedidos da história recente do país. Com persistência e ousadia, ele inventou o negócio de revistas no Brasil e foi o fundador do maior grupo editorial brasileiro, a Editora Abril.

Filho de uma família de imigrantes italianos, ele nasceu em 9 de fevereiro de 1907, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Casado com Sylvana Alcorso, sua esposa até o fim da vida, e pai de dois filhos (Roberto e Richard), Victor Civita se mudou em 1949 para o Brasil com um sonho: criar uma editora de revistas. Contrariando todos os conselhos e previsões negativas, resolveu fundar sua empresa em São Paulo, que nessa época não rivalizava em prestígio com o Rio de Janeiro.

A Editora Abril nasceu em 1950, tendo apenas uma revista em seu catálogo: a versão brasileira dos quadrinhos de “O Pato Donald”. Nos anos seguintes, a empresa lançou uma série de títulos de grande sucesso, como Capricho, Quatro Rodas, Veja e Exame, criando assim o mercado editorial de revistas brasileiro. Visionário e incansável fazedor, como os amigos o definiam, fundou mais de uma dezena de outras empresas, de grupo hoteleiro a negócios frigoríficos.

Em 1985, criou a Fundação Victor Civita, tendo como propósito lutar por um país onde não faltassem escolas, bons professores, incentivo ao trabalho docente e materiais de apoio às práticas pedagógicas. Em março de 1986, a Fundação passou a publicar NOVA ESCOLA, outro sonho que seu Victor (como era conhecido pelos funcionários da Abril) manteve por toda a vida. Na edição de lançamento, em um editorial, apresentou os objetivos que inspiraram a publicação: "Fornecer à professora informações necessárias a um melhor desempenho de seu trabalho; valorizá-la; resgatar seu prestígio e liderança junto à comunidade; integrá-la ao processo de mudança que ora se verifica no país; e propiciar uma troca de experiências e conhecimentos entre todas as professoras brasileiras de 1º grau".

Victor Civita morreu em 24 de agosto de 1990, em São Paulo. Em um dos bilhetes que deixou aos filhos contendo seus desejos póstumos, escreveu que todo o dinheiro de que dispunha, em contas bancárias, ações ou propriedades pessoais, deveria reverter para a Fundação. Aos filhos, que já tinham as empresas, não caberia um centavo. "Se vocês não conseguirem viver das empresas que possuem, não as merecem", decretou. Sylvana fez um adendo ao mesmo texto explicando que a ordem de destinar os bens pessoais à Fundação incluía suas jóias. E assim foi feito.

Veja um perfil completo (e fascinante) sobre Victor Civita escrito por Roberto Pompeu de Toledo para a edição comemorativa de 50 anos da Editora Abril. Clique aqui para baixar o PDF.

Para mais detalhes sobre a história da Fundação Victor Civita, veja nossa linha do tempo clicando aqui.