O ensino e a aprendizagem da Matemática vão além dela mesma. Usar seus conceitos permite antecipar o resultado de certas ações sem ao menos ter que realizá-las. Esse é um poder intrínseco ao conhecimento da disciplina e que todos os alunos têm o direito de construir e exercer.
Porém, o valor da Matemática na escola é um paradoxo. Ao mesmo tempo em que a disciplina se destaca no currículo como uma das que ocupam mais tempo de aula, vira motivo de evasão escolar. Segundo o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 80% dos entrevistados com até a 3ª série do Ensino Fundamental são analfabetos matemáticos. Ou seja, não conseguem sequer ler preços de produtos numa loja, anotar o telefone de um amigo ou usar uma calculadora.
Em 2003, o Brasil foi o pior colocado dentre 41 países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), uma prova que avalia sistemas educacionais e dá ênfase aos conhecimentos da Matemática. Em outra avaliação aplicada em 2005, a Prova Brasil, a disciplina foi avaliada com foco em resolução de situações-problema. Novamente os resultados não foram animadores. As escolas da cidade de São Paulo, maior do país, ficaram entre as instituições das capitais brasileiras com os piores desempenhos.
Para mudar esse quadro de fracasso escolar, é necessário rever o enfoque do ensino e da aprendizagem da Matemática. Os jovens precisam compreender os conteúdos para então desenvolver autonomia intelectual e capacidade crítica.
A formação é um fator fundamental para que o professor esteja sempre atualizado. As pesquisas e o conhecimento da didática da Matemática dão importante suporte para o planejamento das atividades em sala de aula. É o que o programa Matemática é D+! já começou a desenvolver com os professores e alunos da Escola Estadual Victor Civita, em Guarulhos.