
Conclusão
Os resultados desta pesquisa demonstram que os pais de alunos das escolas públicas não podem mais ser representados como uma massa homogênea, sem senso crítico e satisfeita com a qualidade da escola. Há segmentos de pais mais críticos e interessados que precisam ser reconhecidos como aliados pelas escolas e secretarias de educação.
Não se deve esperar que a totalidade ou a imensa maioria dos pais consiga ou saiba como melhor se envolver com a escola dos filhos. Tampouco que todos possam exercer pressão política pelas reformas necessárias. No entanto, existe uma parcela de pais que só espera uma oportunidade e uma maior abertura das escolas para assumir o papel que lhes for possível. Constituem lideranças em potencial para estimular esforços de reforma do ensino, apoiando medidas arrojadas, como a remuneração por mérito e a avaliação externa do aprendizado.
Esses pais compreendem que são poucas ou nulas as chances de mobilidade social de seus filhos no futuro, caso prossigam em escolas públicas fracassadas. Eles precisam ser mais ouvidos e incluídos na formulação e na implementação das políticas públicas de melhoria da educação.
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